Cheque cada vez mais próximo da extinção

Pesquisa feita mostra que percentual de lojas que aceitavam talões caiu de 63% para 26% em apenas seis meses.
Enquanto o cartão de crédito se consolida como a forma de pagamento preferida pelo consumidor, o cheque, especialmente o pré-datado, está sumindo do varejo. O cartão é empurrado pela praticidade do manuseio, ampla aceitação pelo comércio, além do parcelamento, que chega a superar 15 parcelas, possibilitando a compra de itens como eletrodomésticos, computadores e móveis à prestação, setores que já foram dominados há alguns anos pelos talões. Pesquisa aponta que o percentual de lojas que aceitam o cheque despencou para 26% em março; em setembro do ano passado, o índice era de 63%. Já a média de aceitação do cartão, cresceu de 95% para 98%.
As emissões de papel moeda dos bancos centrais dos Estados Unidos e Europa têm reduzido, devido ao grande uso do cartão, a tendência é que os cheques fiquem reduzidos às transações de grandes valores, que também tendem a ser substituídas por processos eletrônicos.
A estratégia de não aceitar cheques é apontada pela maioria dos lojistas como forma de evitar a inadimplência. No entanto, o custo da recuperação do crédito é elevada, o pré-datado evita as altas taxas do cartão de crédito, além de ampliar as possibilidades de venda. Já o risco do cartão de crédito fica por conta do endividamento das famílias. As pessoas têm feito um nível de operações maior que sua capacidade de pagamento. O cartão de crédito, o empréstimo consignado e os financiamentos de longo prazo são os principais veículos de endividamento no país.


Por Marinella Castro