Mesmo no auge da fotografia analógica, até meados da atual década, as pessoas tiravam, em média, 50 fotografias por ano. Hoje, com as máquinas digitais, o número subiu para 600. Com o recurso de armazenas as imagens no computador, ou nas redes sociais, desapareceu o medo de tirar muitas fotos, pois já não é necessário gastar com a revelação de todas elas. Isso afetou o negócio de laboratórios, dos profissionais especializados na revelação de filmes e dos fornecedores de suprimentos, como componentes químicos usados no processo. Houve fechamento de laboratórios e desemprego.


Mas houve quem soube acompanhar a evolução do serviço. Para Zé Kodak, proprietário de uma rede de cinco lojas especializadas na cidade Juiz de Fora, em Minas Gerais, a transição para o digital abriu mercado. "Antes, a fotografia estava limitada a uma parcela mais velha da população, agora todo mundo tira e revela fotos", diz ele, ao citar que a revelação digital tem margem maior e permite a venda de produtos novos, como  calendários e foto-montagem.


Em São Paulo, a Foto Paulo também passou por esse processo. "Foi uma transição difícil, mas reformulamos todo o negócio", diz Maurício Cavalcante, supervisor de loja da rede, que conta com nove lojas e cinco quiosques em shopping centers e supermercados da cidade. Na era analógica, a rede mantinha 15 lojas. Na transição, cinco foram fechadas e outras mudaram de regiões considerados pouco interessantes para outras de  maior potencial. (GB)


Valor Econômico - SP - 09/08/2010

Transição afeta laboratórios