Em Brasília, FCDL-RS se mobiliza contra redução da jornada de trabalho

 

O presidente da FCDL-RS, Vítor Augusto Koch, fez parte da comitiva com 60 empresários gaúchos, liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, que esteve nesta quarta-feira (17/3) na Câmara dos Deputados, em Brasília, para mostrar aos parlamentares os prejuízos que a eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) trará às empresas brasileiras. A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e aumenta o adicional na hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada.

Koch apóia a proposta da indústria de um amplo debate para a Reforma Trabalhista a partir de 2011, pois o momento, em ano eleitoral, é inoportuno para debater mudanças como a redução de jornada de trabalho. “Com aumento nos seus custos, o empregador poderá simplesmente ser obrigado a demitir ou buscar a informalidade na relação com seus empregados. Essa é a realidade do nosso micro e pequeno empresário, sufocado com os encargos trabalhistas e impostos. Não adianta o governo querer jogar no colo dos empresários um problema que envolve reformas tributária, trabalhista e política”, afirma ele.

Os empresários percorreram gabinetes de líderes de partidos e visitaram deputados da bancada federal gaúcha. Além disso, a comitiva foi recebida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). Ele recomendou que os empresários levem suas preocupações aos líderes partidários, que, na prática, indicam as Propostas de Emenda à Constituição que serão encaminhadas à votação em plenário. Isso porque os líderes têm poder sobre suas bancadas.

“Pedi aos líderes que escolhessem duas ou três PECs para votar até o fim do primeiro semestre porque temos 62 propostas prontas para ir a plenário. Então sugiro que procurem os lideres para que haja mais pressão”, explicou Temer.

O presidente da Fiergs destacou que os empresários já estão conversando com os líderes partidários para evitar que a votação da PEC 231/95 seja aprovada sem uma discussão mais ampla sobre o assunto. “Devemos continuar trabalhando pelo nosso ponto de vista e equilibrar a situação. E as Federações estão se posicionando para esse diálogo”, completou Tigre.

Assessoria de imprensa da FCDL-RS/CNI